Alguns historiadores têm colocado a questão de considerar que após 1169 o verdadeiro rei, teria sido o príncipe Sancho, pois agravando a incapacidade física que a falhada tomada de Badajoz terá ocasionado, agravada pelo período de cativeiro à ordem do genro, também consideram alguns que D:Afonso Henriques terá sido atingido por um acidente vascular que o deixara totalmente incapacitado.
Mattoso rejeita essa tese, por não haver prova documental credível sobre essa mesma incapacidade, mas a activa intervenção do príncipe herdeiro assumem-no como co-regente na condução do reino, pelo menos no que ás intervenções militares diziam respeito.
Existem numerosos documentos onde se assinala essa "promoção" do infante Sancho, mas cite-se a titulo de exemplo a memória da transladação das relíquias de S.Vicente, redigidas pelo deão da Sé de Lisboa onde se diz "que a cerimónia se realizou no dia 15 de Setembro de 1173, do rei Afonso, aos 67 anos de vida, co-reinando Sancho,filho do mesmo rei, de 19 anos".
D.Sancho já havia sido armado cavaleiro no ano de 1170, mas só depois da cerimónia acima referida, começou a participar na guerra com algum destaque, permanecendo a duvida se o jovem príncipe teria tido a sua função iniciática numa nova tentativa de tomada de Badajoz, conduzida por Geraldo Geraldes no Outono de 1170.
Contudo a chefia militar do exército, evidente depois de 1173, haveria de se reflectir noutros feitos mais marcantes, como a duma grande expedição a Sevilha em 1178 e outra na fronteira leonesa em 1179.
Este blogue é a reformulação dum outro dedicado ao mesmo período de tempo, o do reinado do nosso rei fundador. O objectivo é a melhoria desse outro trabalho, que ainda mantenho activo, por se encontrar numa fase mais adiantada
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Acontecimentos no ano de 1170
Etiquetas:
42.2-Acções bélicas de Geraldo Geraldes,
47-Ano de 1170,
47.1-D.Sancho armado cavaleiro,
47.2-Tentativa de tomada de Badajoz
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Acontecimentos no ano de 1165
- Tratado de Pontevedra
Super flumen Lerice in vetula ponte, referindo-se à antiga ponte romana a Ponte do Burgo localiza-se no concelho de Pontevedra sob a qual as águas do rio Lérez passavam, foi o tratado firmado com o rei Fernando II, no qual para além do acordo de casamento do rei leonês com D.Urraca Afonso na altura com 17 anos tendo Fernando 28, que servia de garante, para a obrigação de respeito pela fronteira de ambos os países definidos na época.
- Acções bélicas de Geraldo Geraldes
Alexandre Herculano, tentou explicar as razões que levaram ao distanciamento, que D.Afonso Henriques pareceu votar as acções bélicas de Geraldo Geraldes, andando a reboque dos acontecimentos, em vez de os dirigir, comportamento que não condiz nada com o perfil do nosso primeiro rei.
Atribuía Herculano essa passividade ao retemperar de forças portuguesas, duma enorme derrota militar em 1161, na qual o próprio rei teria ficado bastante ferido e onde teriam morrido cerca de 6000 homens num ofensiva almóada conduzida por Abdul-Mumen da qual, teriam sido recuperadas pelos mouros Beja, Évora e Palmela.
Esta explicação, justificava o abandono da linha estratégia de acção seguido pelo rei, passando a ser conduzida por Geraldo Geraldes e o seu bando de malfeitores.
Não encontro em Mattoso, apoio para esta tese mas o certo é que entre 1162 e 1167, Geraldo consegue recuperar não só aquelas praças, como também Elvas , Juromenha, Moura, Serpa,Monsaráz e ao que parece ainda Mourão, Arronches, Crato, Marvão, Alvito e Barrancos, bem como dentro da zona leonesas Trujillo, Cacéres e Lobon.
Aparentemente, colhe melhor a tese do "eclipse"de D.Afonso Henriques, nesse 5 anos, se se aceitar a tese do exército dizimado e dos próprios ferimentos do Rei.
Romântico como sempre, Freitas do Amaral, acrescenta a este período de "pousio" real a ideia duma longa lua de mel, com Elvira Gualtar a sua terceira mulher de quem viria a ter 2 filhas a quem, com a imaginação habitual chamou Teresa Afonso e Urraca Afonso.
Quanto a Geraldo Geraldes, instalou-se após a saga alentejana em Juromenha, não apenas vivendo do rendimento que essas conquistas lhe haviam trazido, mas, congeminando por certo, na maneira de atacar Badajoz.
Atribuía Herculano essa passividade ao retemperar de forças portuguesas, duma enorme derrota militar em 1161, na qual o próprio rei teria ficado bastante ferido e onde teriam morrido cerca de 6000 homens num ofensiva almóada conduzida por Abdul-Mumen da qual, teriam sido recuperadas pelos mouros Beja, Évora e Palmela.
Esta explicação, justificava o abandono da linha estratégia de acção seguido pelo rei, passando a ser conduzida por Geraldo Geraldes e o seu bando de malfeitores.
Não encontro em Mattoso, apoio para esta tese mas o certo é que entre 1162 e 1167, Geraldo consegue recuperar não só aquelas praças, como também Elvas , Juromenha, Moura, Serpa,Monsaráz e ao que parece ainda Mourão, Arronches, Crato, Marvão, Alvito e Barrancos, bem como dentro da zona leonesas Trujillo, Cacéres e Lobon.
Aparentemente, colhe melhor a tese do "eclipse"de D.Afonso Henriques, nesse 5 anos, se se aceitar a tese do exército dizimado e dos próprios ferimentos do Rei.
Romântico como sempre, Freitas do Amaral, acrescenta a este período de "pousio" real a ideia duma longa lua de mel, com Elvira Gualtar a sua terceira mulher de quem viria a ter 2 filhas a quem, com a imaginação habitual chamou Teresa Afonso e Urraca Afonso.
Quanto a Geraldo Geraldes, instalou-se após a saga alentejana em Juromenha, não apenas vivendo do rendimento que essas conquistas lhe haviam trazido, mas, congeminando por certo, na maneira de atacar Badajoz.
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