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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Outros acontecimentos no ano de 1128

  • 19de Março-Concessão do castelo de Soure aos Templários
Concedido por D.Teresa "pela salvação da minha alma e pela redenção dos meus pecados", não confirmado pelo infante. Dádiva de estrema importância, porque se tratava dum bem valioso e estratégico e que envolvia uma entidade religiosa e militar e que viria a desempenhar importante papel na luta contra os infiéis

  • Abril-Concessão do foral a Guimarães por D.Afonso Henriques
Que não foi mais do que uma confirmação do foral que seu pai, provavelmente em 1096 dera.Nesse documento D.Afonso diz que pretende favorecer os burgueses que com ele tinham passado male et pena. Referindo-se às atribulações que as populações haviam sofrido, durante o cerco a Guimarães por Afonso VII

  • 27 de Maio-D.Afonso solicita apoio ao arcebispo de Braga
D. Paio Mendes, da família dos conhecidos Mendes da Maia,estava à frente da diocese de Braga e era um declarado opositor da influência exercida pelos Travas no governo de D. Teresa. Desde sempre apoiou o infante D. Afonso Henriques de quem foi incondicional aliado, chegando mesmo a estar na prisão e a sofrer o exílio em Zamora.

A carta de 27 de Maio de 1128, em que o infante lhe solicita apoio militar para o confronto que se avizinhava com os partidários de D. Teresa, nomeadamente Fernão Peres de Trava, exprime bem a confiança que ele tinha no prelado e justifica os privilégios que lhe concederá, a começar pela ampliação dos limites do couto de Braga e a atribuição das funções de futuro chanceler, que não exerceu pessoalmente, sabendo-se, no entanto, que os cinco primeiros chanceleres da cúria régia, foram membros do cabido de Braga.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A perspectiva mística da batalha de São Mamede

A batalha de S.Mamede decorreu no dia de S.João Baptista de 1128 e viria a provocar uma mudança política decisiva. O santo que nesse dia se venerava anunciara a vinda de Cristo, e a coincidência da data parecia agora proclamar o aparecimento dum novo reino, destinado a tomar na cristandade um lugar de relevo.

Era esta dum modo geral a perspectiva do cónego regrante de Santa Cruz de Coimbra que registou cuidadosamente essa festa litúrgica, colocando-a na órbita das intervenções divinas.

Como se o aparecimento deste jovem cavaleiro enviado de Deus, servisse para punir os adúlteros incestuosos no poder, que não aceitavam as recomendações da Igreja, sobre o casamento.

O certo é que depois de S.Mamede, D.Afonso ordena a prisão de sua mãe, que contraria o espírito da época relativamente o tratamento que se devia dar ás mulheres, e , ainda mais às mães.

Há documentação que afirma que D.Teresa, se terá instalado nas sua terras de Límia, atendendo a que pelo menos terá assinado um documento a 23 de Novembro de 1128, mantendo-se o Conde de Trava a seu lado, por afecto ou gratidão, mas apenas sob o ponto de vista político, pois também há indicações que Fernando Perez terá voltado a viver com sua esposa Sancha Gonçalves.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Batalha de São Mamede(1128)



24 de Junho é a data provável mas pode dizer-se para se ser mais rigoroso que terá acontecido até 3 de Agosto, porque no documento de doação do couto do Mosteiro do Pedroso (na foto), é declarado o infante Afonso princípe de todo o Portugal.

Vitória das forças aglutinadas da nobreza portucalense em torno de D.Afonso Henriques contra as de Fernão Peres de Trava, D.Teresa e do arcebispo de Compostela.

Contrariamente ao dito popular do "filho que bate na mãe", foram os cavaleiros fiéis a D.Teresa, vindos de Coimbra e de Viseu, que se dirigiram a Guimarães, para submeter D.Afonso Henriques. A batalha campal deu-se portanto perto daquele castelo.

Resultou dela a substituição dos detentores do poder no Condado, que escolheram o infante para seu chefe, recusando a aceitar a política que proclamava constituição de um reino que englobasse a Galiza e Portugal.

Pode pois considerar-se S.Mamede como a primeira pedra no edificar da independência de Portugal.

Uma tese, condenatório do jovem infante, pela sua atitude para com a mãe, após e Batalha de S.Mamede, aprisionando-a no castelo de Lanhoso, seria merecedora do "castigo divino" recebido anos mais tarde pelo seu próprio sofrimento após a derrota sofrida em Badajoz.

Sabe-se contudo por análise de documentos autênticos, que pouco tempo depois desta data já se encontravam ambos livres na Galiza.